Sistema Alto Tietê registra nova queda e vai a 13,5%


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Foto tirada com drone mostram a situação da Represa de Paraitinga no dia 14 de agosto de 2015 (Foto: José Antônio de Assis/ arquivo pessoal)Foto tirada com drone mostram a situação da Represa de Paraitinga, uma das cinco do Sistema Alto Tietê, no dia 14 de agosto de 2015 (Foto: José Antônio de Assis/ arquivo pessoal)

O sistema de represas do Alto Tietê registra mais uma queda, segundo o levantamento da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), divulgado nesta quarta-feira (2). O volume opera com 13,5% de sua capacidade. No dia anterior, o índice era de 13,7%. A pluviometria do dia foi 1,3 mm. A média histórica do mês 81,8 mm.

Agosto chegou ao fim com pluviometria 49,32% menor do que a média histórica, segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). A pluviometria acumulada ficou em 18,6 mm, quando a média histórica é de 36,7 mm. No ano passado, agosto terminou com pluviometria de 28,8 mm. Este é o terceiro mês de 2015 que termina com chuva menor do que a média. A situação se repetiu em janeiro e em junho.

Na segunda-feira (31), o volume armazenado sofreu a 33ª queda consecutiva e chegou a 13,8%. Este é o período mais longo com reduções seguidas em 2015. No dia 30 de julho, quando o volume de água nas represas começou a cair, o volume armazenado estava em 18,4%. De lá para cá, a redução foi de 4,4 pontos percentuais.

Considerando apenas o dia 31 de agosto de cada ano, o volume armazenado nesta segunda é o mais baixo desde 2003, quando a Sabesp começou a divulgar os dados. Em 2003, o volume armazenado foi de 28,1%, em 2004 subiu para 34,1%, chegando a 57,4% em 2006. Em agosto de 2010, o volume armazenado teve o seu maior índice com 70,1%. Já no ano passado estava em 15,6%.

Chuva e economia
Julho chegou ao fim com uma pluviometria 16,6% maior do que a média histórica para o mês, segundo os dados da Sabesp. A pluviometria foi de 57,4 mm e a média histórica para o mês era de 49,2 mm.

Em junho choveu menos do que a média histórica. A pluviometria acumulada no mês foi 31,1% menor do que a média histórica, que é de 55,5 mm.

Já entre fevereiro e maio choveu mais do que a média histórica. Antes de junho, o índice foi inferior à média apenas em janeiro, quando a pluviometria foi 58,7% menor do que a média histórica.

Situação crítica no Alto Tietê
No dia 18 de agosto, o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) publicou uma portaria em que classifica como crítica a situação hidríca na Bacia do Alto Tietê. Segundo as informações do Diário Oficial, com a medida, ações deverão ser adotadas para assegurar a disponibilidade hídrica. Segundo o Ministério Público, admitir o estado crítico abre a possibilidade para adoção de rodízio. Já o governador Geraldo Alckmin informou que tratou-se apenas de uma “resolução burocrática normal”. No dia 21 de agosto, o DAEE informou que “não pretende cessar atos declaratórios e outorgas já emitidas para os produtores rurais”.

Nesta quarta-feira (26), o Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema) autorizou a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) a realizar as obras de interligação das represas Jaguari (Bacia Paraíba do Sul) e Atibainha (Bacia dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiai). Segundo o Estado, quando concluída a obra vai reduzir a pressão sob o Sistema Alto Tietê.

Desde dezembro de 2013, a água da região é utilizada para abastecer parte dos moradores antes atendidos pelo Cantareira em bairros como Penha, Cangaíba, Vila Formosa, Vila Maria e parte da Mooca.

Segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), a população atendida pelo sistema saltou de 3,8 milhões de pessoas para 5 milhões. Um ano depois de começar a ser usado como reforço do Cantareira, em dezembro de 2014, o sistema chegou a operar com apenas 4,2% da capacidade. O volume das represas aumentou do início do ano até maio, quando atingiu o pico de 2015 de 23,3% no dia 14. Desde então tem sofrido sucessivas quedas.

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fonte : G1.globo.com

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