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Domingo à noite foi marcante para os jornalistas esportivos.
Finalmente Neymar havia se posicionado contra o racismo.
Repórteres que cobrem futebol ficaram de queixo caído.
O mesmo jogador que em 2010 havia sido muito infeliz.
Perguntado se havia sido vítima de racismo.
“Nunca. Nem dentro e nem fora de campo.
Até porque eu não sou preto, né?”
Foi esta sua triste resposta ao Estado de S.Paulo há quatro anos.
Resposta que deu várias interpretações.
A principal é que para ele, os discriminados eram os negros.
Aqueles que têm pele mais escura.
Se esqueceu que ele mesmo é filho de um negro com uma branca.
Motivo de orgulho?
Tanto como se fosse filho de um chinês com uma índia amazonense.
A vida seguiu e ele sempre fugindo do tema.
Por recomendação de seu estafe de 30 pessoas.
Mas duas agências de publicidade.
E ainda a firme assessoria do Barcelona.
Os catalães não querem saber de polêmicas.
Seus caros jogadores devem ser neutros em questões complicadas.
Ou, caminho ainda mais seguro, se calarem.
Foi assim que Neymar tocou a vida.
Mas há ignorantes, estúpidos em todo lugar do mundo.
A Espanha não seria diferente.
Ainda mais depois da crise imensa que mergulhou.
Desde 2007, o país sofre por causa dos governantes.
A política de crescimento exagerado.
Abertura para força de trabalho estrangeira.
Não levando em conta a retração econômica global.
Resultado: desemprego em massa.
Há um profundo sentimento de rancor, de xenofobia.
Ou seja, a aversão ao estrangeiro.
Ele estaria ‘roubando’ o lugar que pertenceria aos espanhóis.
Isso em todas áreas.
Inclusive no futebol.
“Esse é o nosso maior problema. Mais do que o racismo contra o negro. Eles rejeitam os atletas de fora. Nós sofremos muito com isso. Estou aqui há 11 anos e sei o que estou falando”, disse ontem Daniel Alves.
O lateral sabe bem o cenário que habita.
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E reparte suas convicções com Neymar desde chegou ao Barcelona.
O atacante brasileiro logo ganhou destaque pelo seu talento.
De coadjuvante de Messi, logo passou a ser destaque do time.
Quase de igual para igual.
Isso incomodava os rivais.
E foi fácil notar que sua personalidade é diferente.
Não vive em seu mundo como o argentino.

A ponto de jornalistas espanhóis o comparar a um autista.
Ou seja, não se importa em ser xingado, provocado, chutado.
Procura jogar seu melhor futebol.
Descarrega a tensão de uma maneira bem humana.
Vomitando antes das partidas.
Exatamente como fazia o piloto James Hunt.
Não é um problema médico.
É a maneira que seu corpo descarrega a adrenalina.
Ainda mais por se portar como jogador de videogame.
Sem emoções no gramado.
Já Neymar se mostra diferente.
Os adversários já notaram que responde a toda provocação.
E elas estão vindo com maior frequência.
Dentro e fora de campo.
Atuando contra o Espanyol, rivais jogaram uma banana em sua direção.
Sem saber o que fazer, fingiu não ver.
Já havia acontecido a mesma coisa quando o Brasil enfrentou a Escócia.
O amistoso foi em 2011 em Londres.
A sua reação foi a mesma, viu e fingiu não enxergar.
Só que após a derrota contra o Granada não houve jeito.
Ao pegar seu carro no estacionamento do clube ouviu as ofensas.
Torcedores do Barcelona esperaram que ele descesse do ônibus do clube.
E passaram a imitar macaco e a xingá-lo de ‘hijo de …’
O jogador tão emotivo se calou.
Ele e seu pai perguntaram a seu estafe o que fazer.
Guga Ketzer, publicitário, sócio da Loducca, tinha a ideia.

A agência cuida da imagem do astro brasileiro.
E Guga decidiu que era hora dele se posicionar contra o racismo.
“Decidimos trabalhar a ideia de que a melhor maneira de acabar com o preconceito é tirar a força dele e fazer com que a pessoa não repita o ato. É como um apelido. Quanto mais bravo você fica, mais ele pega. Foi aí que criamos #somostodosmacacos. A ideia era começar com o Neymar comendo a banana e isso se tornar um movimento.”
Ele revelou o plano para a Veja.
Quem deveria comer a banana era Neymar, se ela viesse.
Daniel Alves, amigo íntimo do jogador, só se antecipou.
Porque a fruta foi atirada na sua direção.
E o atacante está contundido.
Ou seja, não houve nada de natural na foto de Neymar com seu filho e as bananas.
Nem com a frase Somos Todos Macacos.
A hashtag era perfeita demais.
Não foi à toa que ganhou o mundo.
A Loducca se encarregou de incentivar a campanha na Internet.
#Somos Todos Macacos foi difundida em todo o planeta.
Vários chefes de estado, atores, jornalistas.
E até políticos, lógico, comeram bananas.
A campanha foi um sucesso.
Só que não nada foi natural.
Seria belíssimo se fosse uma resposta impulsiva de Neymar.
O que muita gente, inclusive este jornalista, acreditou.
E comeu a sua banana ao lado de Heródoto Barbeiro na Record News.
Pura empolgação imperdoável.
Afinal, Neymar havia ido muito além do que Pelé jamais foi.
Mas a análise fria é outra.
O jogador foi precavido e esperto.
Se aproveitou de uma situação que não era sua.
Mesmo tendo vivendo idêntica rejeição.
Comprou uma briga ganha.
Mostrou sua indignação com o racismo ao lado do filho.
Em uma foto belíssima.
Posada para um fotógrafo competente, com a luz certa.
Com a frase marcante.
Nada de improviso.
Tudo era situação decidida, planejada há muito tempo.
Feita para ganhar corações e mentes.
Houve até quem se aproveitasse do movimento.
E ontem surgiram até camisetas.
#Somos Todos Macacos é uma frase muito forte e cativante.
Vendável…
Só que não havia nada de espontâneo na atitude de Neymar.
Muita gente que havia se encantado com a coragem se frustrou.

“Tentar desmerecer o movimento pelo fato de ter uma agência por trás é tão preconceituoso quanto o torcedor que joga a banana. Por que não pode haver ajuda profissional? Por que não podemos ajudar com uma ideia? Não é uma campanha para vender nada. Fizemos conforme a necessidade do Neymar de mostrar que o racismo é uma situação completamente absurda. E deu certo.”
Esta é a resposta de Guga Ketzer, pai da ideia.
Que não percebe não ser verdadeira a resposta.
Tudo não foi feito para vender camisetas.
Mas algo muito mais importante.
Vender a imagem de Neymar.
Um jovem de jogador que ironiza o racismo.
E lembra ‘que somos todos macacos’.
Raciocínio e postura brilhantes.
Mas que não são dele como o mundo comprou.
Publicitários pensaram dias e dias essa campanha.
Ele apenas a assumiu como sendo sua.
Já é um avanço extraordinário.
Mas fica impossível não pensar em outra hashtag.
Ainda mais eu e muitos que, afobados, compramos a ideia.
Sem pensar, enxergar um palmo à frente do nariz.
Entusiasmados com o despertar de Neymar contra o racismo.
Vimos nele mais do que um gênio com a bola nos pés.
Um visionário publicitário.
Esquecemos o mundo em que vivemos.
Merecemos vestir uma camiseta especial.
Estampando o sorriso sacana do pensador ‘Compadre Washington‘.
E letras garrafais.
#Sabe de Nada, Inocente… 
fonte (esporte.r7)

































